B_-_Insígnia_da_Almesc.png

ACADEMIA DE LETRAS DOS MILITARES ESTADUAIS 

HISTÓRICO OFICIAL DA CRIAÇÃO DA ALMESC

 

Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina

 

Num dos primeiros meses de 2012, recebi, através do major José Geraldo Menezes, convite para participar de uma reunião, no dia 1º de março, com alguns outros oficiais da ativa e da reserva, na sala de reuniões da Diretoria de Ensino da PM. Não me lembro de ter o major Menezes mencionado o objeto da reunião, mas prontamente acedi, porque é sempre um grande prazer estar com colegas da PM. No dia e hora marcados, lá encontrei, além do próprio major Menezes, o coronel João Schorne de Amorim, os tenentes-coronéis Giovani de Paula e Paulo Roberto Bornhofen, da ativa, e os coronéis Valmir Lemos e Roberto Rodrigues de Menezes, da reserva remunerada. Depois do gostoso bate-papo que sempre marca o reencontro de velhos companheiros, passou-se ao objeto da reunião: a proposta de criação de uma academia de letras da Polícia Militar. A ideia, como vim a saber depois, não era nova. Ao contrário, surgira em meados de 2009, no curso de conversa entre o então major Paulo Roberto Bornhofen, que havia ingressado na Academia de Letras de Blumenau, e o coronel Nazareno Marcineiro, no pátio do quartel do 10º BPM, de Blumenau. Pouco depois de ter o coronel Nazareno Marcineiro assumido o comando geral da Polícia Militar do estado, em janeiro de 2011, o já tenente-coronel Paulo Roberto Bornhofen foi transferido para Florianópolis, designado para o comando da Academia de Polícia Militar da Trindade. Em novo encontro entre os dois oficiais, desta vez no Centro de Ensino da corporação, o tema academia de letras voltou a ser ventilado, ocasião em que o comandante geral declarou apoio institucional para a concretização da ideia. O primeiro passo para a efetiva criação da academia foi o convite a um grupo de oficiais com livros publicados, para apresentação e discussão da proposta.  Foi o que aconteceu na reunião do dia 1º de março de 2012, de que falava acima. Naquela ocasião, esclarecidas dúvidas, vencidas objeções e definidos princípios, a academia praticamente se tornou realidade. A denominação aprovada, Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina, refletia a decisão de que seria composta por integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do estado, da ativa, da reserva e reformados. Por consenso, o coronel Roberto Rodrigues de Menezes foi escolhido para coordenar as medidas necessárias à fundação oficial e instalação da Academia. A tarefa tinha um complicador. É que, tomada a decisão, foram estabelecidas as datas para a realização dos atos que dariam existência real à academia. As providências eram várias: escolha dos patronos, com as respectivas cadeiras e ocupantes, confecção das becas, insígnias, diplomas e termos de posse, escolha e reserva dos locais e expedição dos convites, tudo, enfim, que era necessário para a realização das solenidades sem falhas ou contratempos. E assim aconteceu, graças ao trabalho do coronel Roberto e à colaboração de vários confrades e também de pessoas estranhas à academia. Como estava previsto, a Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina foi oficialmente fundada em 1º de outubro de 2012, em solenidade realizada na sede urbana da Associação Barriga Verde dos Oficiais, e instalada no dia 25 do mesmo mês, em sessão solene que teve lugar no Auditório Antonieta de Barros, da Assembleia Legislativa do estado. Seus estatutos foram registrados em 3 de maio de 2013, no Cartório do 1º Ofício de Registro Civil, Título, Documentos e Pessoas Jurídicas de Florianópolis. O que se nota, nestes dois anos de existência da nossa Academia, é o seu notável desenvolvimento. Dir-se-ia que, novata, ostenta ares de veterana. Está perfeitamente inserida no contexto das entidades congêneres. Realiza, com regularidade, suas sessões, administrativas ou solenes e assembleias. Sua revista de cultura O Clarim está em seu quarto número. Com pouco mais de um ano, publicou sua primeira Antologia de artigos acadêmicos. Dá a lume também o Livro dos Patronos 1. São vinte e uma biografias, de autoria dos ocupantes das respectivas cadeiras, vinte e uma histórias de vida de pessoas que se destacaram na história das corporações militares estaduais ou no meio intelectual do estado, e que, pela atividade literária ou por outras ações e decisões, contribuíram significativamente para o aprimoramento cultural dos integrantes daquelas corporações e da sociedade catarinense. Dezoito dos vinte e um patronos são oficiais da Polícia Militar (a autonomia do Corpo de Bombeiros é recente). Vários deles são pessoas muito conhecidas, porque sua participação em eventos importantes do período histórico em que viveram, funções que exerceram, inclusive de autoridade policial, e sua atividade no meio social lhes proporcionaram grande visibilidade. Outros, não tão favorecidos por essas circunstâncias, tiveram labor menos ostensivo, nem por isso menos relevante. A maior ou menor extensão das biografias se deve exclusivamente à menor disponibilidade de dados de uns e de outros. A relação dos patronos se completa com Feliciano Nunes Pires, José Arthur Boiteux e Jerônimo Coelho. O primeiro, como presidente da Província, propôs e sancionou a lei que criou a Força Policial, atual Polícia Militar e dedicou-se, durante toda a vida, ao ensino e à propagação da cultura. José Arthur Boiteux, advogado, jornalista e político, é considerado patrono do ensino superior no estado, por sua participação na fundação do Instituto Politécnico e da Faculdade de Direito de Santa Catarina. Jerônimo Coelho, além de sua brilhante carreira militar, foi o fundador do primeiro jornal em Santa Catarina, O Catharinense, em Laguna. Muito mais do que uma simples coleção de biografias, portanto, este livro é uma preciosa fonte de informações sobre a história e a cultura de nossas corporações militares e do estado. Trata-se, no meu entendimento, do marco da consolidação da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina.

Com sua publicação, o acadêmico coronel Roberto Rodrigues de Menezes coroa o magnífico trabalho que vem desenvolvendo na presidência da nossa Academia, nestes primeiros anos de sua existência. Era, de fato, o nome certo para a missão, não apenas por suas credenciais intelectuais, mas, especialmente, pelo entusiasmo com que se entregou à tarefa de torná-la realidade. Pelos exemplares de O Clarim, já em seu quarto número, que ele produz, organiza e edita, se pode constatar quanto de seu tempo é dedicado ao nosso sodalício. Lançou a Canção da Academia, com letra de sua autoria e música do capitão músico RR/PMSC Walfredo Raimundo Pinho. Organizou a 1ª Antologia, e, agora, o Livro dos Patronos. É, sem favor, exemplo de comprometimento com o objetivo acadêmico de disseminar em nossas corporações e na sociedade a cultura militar estadual. Graças a ele, para aproveitar a bela imagem de que se valeu na apresentação da 1ª Antologia, creio que nosso barco já está deixando as águas rasas para passar a barra e navegar, enfim, em mar aberto, no rumo dos sonhos possíveis.

(Texto do Decano Coronel Edmundo José de Bastos Júnior, Cadeira 1 da ALMESC).

 

Estandarte Almesc.jpg
01-PRESIDENTE.png
PATRONO-01.png

Presidente

Cel. Roberto Rodrigues de Menezes

Estandarte

Patrono

Tiradentes 

Acadêmicos, Cadeiras e Patronos